terça-feira, 4 de março de 2008

De olhos abertos

Não tenho o controle das coisas
Mas as coisas não me controlam também
E nem só por que não tenho asas,
Me impeço de voar sempre além

Não é absurdo pensar o que penso
Mais absurdo seria perder esse senso
De que o sonho que se realiza
Traz também consigo uma brisa
Que acalma o que fora tormento

Novos problemas estão sempre à mesa
Mas não tomarão consigo a beleza
Que conserva-me os olhos abertos
E não há nada, por certo
Que mantenha em mim a tristeza

Sei que não sou infálível
Mas posso contemplar o impossível
Pelo simples fato de ser eu um rebento
D'Aquele que está sempre atento
Ainda que seja invisível...


Otto

Curitba - Paraná

Um comentário:

Lilian disse...

Seria um ciclo?
sonho realizado frutificando em um misto de calma com conquista.
Logo um novo desafio (problema) a mesa, partimos pra mais um voo em busca de mais um sonho.
Seria tudo isso um ciclo sem sentido se não fosse o fechamento:
Sei da minha incapacidade, mas contemplo que é totalmente "CAPAZ"
"Pelo simples fato de ser eu um rebento D'Aquele que está sempre atento"

palavras inspiradas hein!